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O BANDEIRINHA

Há um abismo…

Ainda são encontrados alguns patamares dispares que, elevam Autoridades em seus tronos, e como se tivesse o Defensor abaixo, suplicando como mero intermediário entre a Justiça e o acusado, privado de glória.

Nem mesmo diante de aberrações, injúrias e lamentações, os defensores não param um só momento; alguns já são vistos quase como um corvo, nas dependências da respeitada casa de Justiça, ferrenhos, altivos, dignos e ousados, carregam um solene decoro, outros, vistos não são mais, eis que, perderam o senso de revolta benéfico, mas retardado, que pairam sobre a classe, que é manifestada diante da menor das iniquidades.

Talvez a igualdade não se encontre, nem mesmo nos estreitos corredores, onde se podem ouvir os revoltantes e ágeis passos dos defensores que clamam e perturbam os balcões, levando consigo, até mesmo, resquícios de soberba, caso forem necessários, para obter simples vistas, das quais imprescindíveis serão!

Imortais por mérito; os advogados pisam onde os bravos não ousam, lutam e quando parece estar tudo perdido, os problemas já envoltos de escuridão, é somente nos advogados que ainda repousa a ínfima chama de esperança que até então sem os olhares dos defensores estava em penumbra.

Mente afiada no jogo e não haverá degraus, cancelas ou portarias que obstem esses incansáveis cavalheiros andantes; talvez sejam esses degraus, detritos de uma doutrina ancestral já esquecida, de mestres deprimidos pelo implacável destino.

No alto da roda do poder, eles sentam coroados, trajes talares, desmesuradamente exaltados, que alguns acabam esquecendo-se de suas próprias convicções em meio a tantos adjetivos.

Mas este jogo desarrazoado, coberto de inverdades, hão de estabelecer sua sede em ruínas, nesta hora, é permitido parar o batimento do coração, eis que, arrogância e altivez se dissolvem.

Erguem-se as espadas, contra aqueles que fazem da Justiça, emoções descabidas de razões, reflexos de uma aversão injustificada que reside nas emoções pessoais de um ego adoecido.

O tempo já demonstrou o avanço incomensurável da importância da advocacia nas funções da Justiça, não se pode retornar aos devaneios arcaicos medidos pelo poder e arbitrariedade; estão todos trabalhando em prol da sociedade!

Marco Vinicius de Assis Espindola – marcovespindola at gmail dot com
Advogado em Ariquemes-RO

Publicado no Diário da Amazonia (07/04/2011)

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